Balada para D.Quixote

Um olhar de viajante na última carruagem do último combóio de uma Memória intemporal.

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Localização: Covilhã, Portugal

A generalidade daquilo que você (e eu) julgamos saber, pode estar errado, porque, em regra, assenta em «informação» com falta de rigor e imparcialidade, vinda de quem interessa formatar a nossa mente. Pense você mesmo! Eu faço-o!

5.9.07

A Cor do (nosso) Dinheiro




O dinheiro muda de cor (e fica menos valioso) quando passa para as nossas mãos. Só pode, mesmo!


Senão como explicar que o roubo de 60.000 euros de um Banco em Viseu, desencadeie uma desporporcionada mega operação que mobilize centenas de efectivos das forças policiais numa operação de cerco e caça ao homem que, se contabilizada devidamente, deverá ter um custo para o bolso dos contribuintes, supostamente superior ao da quantia roubada.


Como explicar que centenas de cidadãos tenham visto ser perturbadas as suas vidas, impedindo-lhes liberdade de circulação e acessos interditos a locais considerados estratégicos? Todo este aparato para tentar apanhar dois ladrões que “levantaram” 60 mil euros de um Banco em Viseu? Terá sido como reacção à exorbitância dos juros cobrados por esta benemérita instituição?

Quando o ridículo atinge tal dimensão o melhor é não tentar compreender. Evitar fazer perguntas tais como, em que é diferente o dinheiro roubado de uma mercearia ou de um café, através de esticão da mala de alguém que circula numa rua, de uma actuação de carjacking?

No comum dos casos a actuação da polícia resume-se inicialmente ao enfadonho preenchimento de uma queixa de registo de ocorrência e a pouco mais, salvo nos casos, passados meses ou anos, em que ladrões mais trôpegos se deixam apanhar ao praticar um outro ilícito.


Porém quando mete bancos, desencadeia-se uma verdadeira operação de guerra, quase como se a segurança nacional estivesse em causa. A explicação só pode ser a cor do dinheiro nos bancos. Tem que ser diferente por força!

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10.7.07

Relendo... "As Vinhas da Ira"



Um Banco ou uma Companhia não vive como o comum das pessoas, porque essas entidades não comem carne ou respiram ar. Respiram lucros; comem os juros sobre o dinheiro. Se os não tiverem, morrem...”


(...) “... o Banco - o Monstro tem de recolher sempre lucros. Não pode esperar. Os juros tem que estar continuamente a subir. Quando o Monstro para de crescer, morre. Não pode estar sempre do mesmo tamanho.”


(...) “O Banco é alguma coisa mais do que homens. Acontece que todos os homens odeiam o que o Banco faz e, todavia, o Banco continua a fazê-lo. O Banco é alguma coisa mais do que os homens, acreditem. É o Monstro. Os homens fizeram-no mas não o podem controlar". (John Steinbeck)

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